A volta de La Casa de Papel

Grande sucesso da Netflix, La casa de Papel (drama – 2017) é uma série sobre assalto a banco. Depois de ser adquirida pelo Streaming, a série conquistou status de superprodução hollywoodiana, estreando sua quarta temporada e com a quinta e sexta temporadas já confirmadas.

Após a reclamação do público, de que a terceira temporada foi muito similar à segunda temporada, os fãs aguardam mais ousadia no roteiro. A fotografia e produção de estilos cinematográficos conseguem segurar a atenção do público, com episódios que podem garantir uma maratona em frente à telinha. Mas é aquele tipo de série que você assiste com o celular na mão, conferindo suas redes sociais de vez em quando, ou indo pra geladeira sem se preocupar em pausar a cena. Na volta pro sofá você sabe que não perdeu nada de tão importante assim. E, de repente, você deixa de assistir, enjoa, procura outra coisa pra fazer.

O roteiro mantém a boa e velha dinâmica clichê do jogo do gato e rato, apresentando reviravoltas sem fim, reviravoltas cada vez mais absurdas. A trama criada por Álex Pina (Vis a Vis – 2019) é uma novela da Globo produzida com milhões de dólares. Mas, ao contrário da novela, aqui torcemos pelos bandidos carismáticos, os policiais têm uma extensa ficha criminal.

Devido ao seu grande sucesso, inicialmente prevista para ser exibida em 15 episódios, a série foi reeditada pelo Streaming em duas partes, num total desrespeito aos telespectadores.

A série está no ar, com seu roteiro fraco, com suas idas e vindas sem sentido, personagens femininas com frases de efeito, personagem transsexual e visual cinematográfico. Enfim, La casa de Papel tornou-se vítima do próprio sucesso, sintomaticamente disposta a ficar enrolando seu público até o limite. Para os fãs, resta torcer para que a novela não se torne ainda mais mexicana.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Foto: Divulgação

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