A aprendizagem é melhor se for em conjunto!

Tenho compartilhado aqui diferentes metodologias ativas de aprendizado, sejam elas baseadas em problemas ou em projetos. Agora, neste artigo, vamos avançar um pouco para explicar como funciona a aprendizagem entre pares e times. Em inglês, a sigla é Peer Instruction (PI) ou team based learning (TBL). A ideia é que se formem equipes para desenvolver a educação de forma conjunta e compartilhada.

Na realidade, já existem experiência bem sucedidas desse tipo de formato educacional no Brasil. Nesse caso misturam-se alunos de diferentes séries, entre os que estão no ensino médio. E todos podem contribuir com o aprendizado um do outro. Grupos de estudo, equipes de projetos, times de laboratórios (científicos ou de robótica) são formados para potencializar as atividades. Além de estimular o intercâmbio de conhecimento entre adolescentes de diferentes idades, esse sistema permite o relacionamento interpessoal entre eles, permitindo que interajam entre si e evitando práticas como o bullying.

Ademais, resolver problemas de forma conjunta e construir resoluções de desafios juntos é algo benéfico para todos os envolvidos nessa etapa do conhecimento. A ajuda mútua possibilita o amadurecimento dos mais novos, o crescimento do aprendizado e o acúmulo de conhecimento dos mais velhos (e de todos), além da formação de um pensamento crítico, já que coloca em contato mentes que pensam de forma diversa pelo simples fato de, às vezes, terem idades distintas. Mais importante: o processo estimula que todos ensinem e aprendam, ao mesmo tempo.

Para que de certo, entretanto, é preciso que os professores, outrora detentores do conhecimento, se desprendam da ideia de que são portadores do ensino. E entendam cada vez mais o protagonismo do aluno e do estudante no processo de construção da aprendizagem. Afinal, o conhecimento é para eles. E, portanto, deve se adaptar às formas pelas quais eles mais aprendem: além da tecnologia, a colaboração. Os adolescentes fazem tudo juntos. E a educação também deve ser assim: em conjunto.

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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