10 séries (e um bônus) que fizeram a cabeça da meninada muito antes da Netflix

Telma Elorza

Equipe O LONDRINENSE

Sucessos como Games Of Thrones, Black Mirror, Stranger Things e outras séries atuais arrastam milhões de fãs em todo mundo. Basta surgir uma novidade, que o povo passa o fim de semana maratonando até ter assistido todos os episódios.

Mas antes de surgirem os serviços de streaming, todo mundo era obrigado a esperar que as TVs abertas comprassem os pacotes de seriados (como os chamávamos) que faziam sucesso no exterior. E tínhamos dias e horários certos para assistir um único episódio por semana. Ai de você se alguém marcava um compromisso para esse horário. Não tinha replay (só nas reprises, depois que a série era cancelada). Perdeu, tava perdido.

Lembre com a gente alguns seriados que fizeram sucesso nas décadas de 1970 e 80. Não colocamos alguns, como Batman, Jornada nas Estrelas e outros por serem muito populares até hoje.

Ultraman

Uma série japonesa que estreou em 1966 e fez muito sucesso no Brasil, na década de 1970. A meninada adorava as lutas com os monstros e a destruição de Tóquio, toda semana. Dava para perceber que os prédios eram maquetes, mas isso não tirava nada a graça. A Netflix lançou uma versão nova mas nada se compara à original.

Jeannie é um gênio

Jeannie era um gênio. E o criador e produtor da série, o escritor  Sidney Sheldon também. A série fez sucesso entre pré-adolescentes e adolescentes. As meninas queria ser a Jeannie e os meninos, o major Anthony Nelson para pegar a Jeannie. Foi motivo de sonhos eróticos de muito marmanjo. Lançada em 1965, acabou em 1970. Mas as reprises do seriado ficaram circulando na TV aberta brasileira por anos, até a década de 1980.

A Feiticeira

A série foi lançada em 1964, com uma premissa inusitada para a época: e se uma bruxa casasse com um mortal comum? O nariz de Samantha era capaz de fazer cada coisa…. Dizem que vem um reboot por aí. Vamos aguardar. Durou até 1972 e depois só nos reprises, por mais uns 10 anos.

Agente 86

O agente 86, Maxwel Smart (imortalizado por Don Adams), foi a melhor paródia dos filmes de espião já produzida. Nenhum outro – muito menos o Johnny English, de Rowan Atkinson – jamais chegou perto da hilária canastronice de Adams. Na produção, os gênios Leonard Stern e Dan Melnick, associados a Mel Brooks e Buck Henry. Durou de 1965 a 1970 e muitos anos mais nas reprises brasileiras.

Daniel Boone

Daniel Boone foi uma das séries “históricas” da TV americana e que fez sucesso no Brasil. Passada nos anos de 1770, ninguém aqui compreendeu as incongruências históricas que apresentava – o que levou o estado do Kentucky a condenar as imprecisões na série. A gente gostava mesmo era de ver a família Boone lidando com os índios e ursos. Durou de 1964 a 1970 nos EUA. As reprises brasileiras foram quase até os anos 1980. O chapéu de guaxinim de Boone nunca será esquecido.



Bonanza

Bonanza foi um dos westerns seriados de maior sucesso no Brasil. Lançado nos EUA em 1959, ficou no ar até 1972. E, claro, reprises garantiram a sobrevida, embora não tanto quanto outras séries. Conta a saga de Ben Cartwright e seus três filhos no rancho Ponderosa, lidando com ladrões de gado e outros perigos semanais em histórias de bravura, honradez e coragem no Velho Oeste. 

The Waltons

Boa noite, Mary Ellen. Boa noite, John Boy. A série Os Waltons foi produzida entre os anos d3 1972 e 1981, e narrava a vida de uma família do meio rural da Virginia, entre a Grande Depressão e a 2a. Guerra Mundial. Em episódios de 40-50 minutos, a família – formada por John e Olivia Walton, seus sete filhos e os pais de John, Zebulon “Zeb” Tyler e Esther Walton – resolvia conflitos e terminava invariavelmente com todo mundo se dando boa noite.T

Terra de Gigantes

Terra de Gigantes foi uma das mais bem sucedidas criações de Irwin Allen, famoso por várias séries de grande sucesso na televisão como Viagem ao Fundo do Mar, Túnel do Tempo e Perdidos no Espaço , todas muito legais também. Mas Terra de Gigantes tinha um apelo único para os pré-adolescentes da época: a gente ficava tentando imaginar como seria escalar um fio de telefone e usar um dedal como banheira de ofurô. Ela foi ao ar entre 1968 e 1970, nos Estados Unidos. Aqui chegaram depois e as reprises foram constantes.

MacGyver

Aqui, no Brasil, a série foi chamada de Profissão: Perigo. Durou de 1985 a 1992, e trazia o agente secreto Angus MacGyver , um “solucionador de problemas”, capaz de fazer uma bomba nuclear com um canivete suíço, chiclete, um clips de papel e aparas de lápis e sair de qualquer enrascada.  Até hoje, é referência em séries de espionagem.

O homem de seis milhões de dólares

Um coisa eu lembro bem desse seriado: o major Steve Austin, o ex-astronauta que sofre um acidente na volta para Terra, era um charme. Eu, com meus 10-12 anos, achava o máximo ele ter um braço, pernas e olho esquerdo biônicos que custaram os tais seis milhões de dólares. Quando, na sequência do sucesso, lançaram A Mulher Biônica, fui ao delírio. Ficava imaginando um monte de filhinhos biônicos. A série foi ao ar de 1973 a 1979 e, dizem, que vão fazer uma nova, agora investindo seis BILHÕES nos adereços do astronauta.

Bônus

Plantão Médico

Antes de House, Grey’s Anatomy e outras do gênero, a gente assista o Plantão Médico, nos fins de noite de domingo. Nos EUA, a série era chamada de ER e foi criada pelo escritor Michael Crichton (do Jurassic Park). Ficou no ar por 15 temporadas, de 1994 a 2009. Contava o dia a dia de um hospital, com seus amores, problemas e tals. Mas o maior sucesso dessa série foi ter lançado ao estrelato nome de George Clooney, que logo foi abduzido pelo cinema, para sorte nossa.

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