10 escândalos políticos que envergonharam Londrina

Não é de hoje que os políticos londrinenses frequentam as páginas policiais. Corrupção, desvio de verbas públicas, funcionários fantasmas, prisão em flagrante, já de teve de tudo um pouco no cenário político municipal. Relebre com a gente alguns casos emblemáticos que fizeram a (má) fama de Londrina no cenário nacional.

Mirella Fontana – Pesquisa e texto

Colaboração de Telma Elorza e Fabio Bomfim

Caso AMA/COMURB – 1998

Arquivo/Folha de <a href='/tags/londrina/' target='_blank'>Londrina</a>“/><figcaption>Imagem: Arquivo Folha de Londrina</figcaption></figure>



<p> Foi o escândalo que originou a cassação do prefeito Antonio Belinati. Através de denúncia da vereadora Elza Correia, o Ministério Público apurou  que o esquema AMA/Comurb operava com recursos desviados da venda de 45% das ações da Sercomtel, em 1998. O esquema funcionava com notas frias e carta-convite feito a empresas. Existiam vários serviços que foram utilizados fraudulentamente. A maior parte dos diretores da imprensa da cidade recebiam proprina para não noticiar. A maior parte dos processos daquela época prescreveram grandes punições aos envolvidos. O dinheiro nunca foi devolvido. </p>



<p> <strong>Cassação de Antonio Belinati  – 2000</strong></p>



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Após uma histórica votação na Câmara de Vereadores de Londrina, que durou aproximadamente 26 horas, o prefeito Antonio Belinati teve o seu mandato cassado. A Câmara não o cassou por causa do escândalo AMA/Comurb mas acusado de gastos excessivos com publicidade e promoção pessoal na inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI). Belinati foi acusado de sete infrações: 1 – Confecção e expedição de convites para a inauguração do PAI; 2 – Ação de telemarketing com gravação realizada pelo próprio prefeito; 3 – Utilização de outdoors 4 – Transporte de convidados para a inauguração; 5 – Ampla divulgação nos principais jornais impressos da cidade e do estado; 6 – Ampla divulgação nas emissoras de rádio e televisão; 7 – Divulgação através da revista Meio Ambiente/AMA, com foto e textos do prefeito. Os gastos aproximados foram de R$400 mil reais.

Prisão de Antonio Belinati – 2001

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Foto da saída de Antônio Belinati da prisão, sendo conduzido pelo sobrinho, Marcelo

Em maio de 2001, o ex-prefeito Antonio Belinati, juntamente com o ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan, o ex-secretário Wilson Mandelli e mais outras quatro pessoas, tiveram a prisão preventiva decretada, acusados de formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e peculato. O prefeito foi acusado de desviar R$1,7 milhão do Conselho de Gestão Financeira (Cogefi), que foi criado para gerenciar as verbas obtidas com a venda das ações da Sercomtel. Foi a primeira vez que um prefeito – ou ex-prefeito – foi preso em Londrina e noticiado no Brasil inteiro. Infelizmente não foi a única.

Caso Shirogohan – 2008

Em 2008, após a prisão em flagrante do vereador Henrique Barros, com R$9,9 mil advindos de propina, deflagrou-se um grande escândalo de corrupção na cidade de Londrina. Em depoimento ao Gaeco, Barros revelou um grande esquema de corrupção na legislatura de 2005 a 2008. A prática era a extorsão de empresários para pagarem propina na aprovação de projetos de lei de seus interesses, relativos à alteração na Lei de Zoneamento da cidade. Um dos casos mais emblemáticos da época envolveu a boate Shirogohan. Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o proprietário da boate, Claudemir Mendes, confirmou o pagamento de propina para obter a aprovação de uma lei que autorizasse a construção de um motel anexo ao seu estabelecimento, próximo à saída para Ibiporã. Ele acusou os então vereadores Sidney de Souza (PTB) e Orlando Bonilha de participarem ativamente das cobranças. O pagamento de R$15.000,00 (quinze mil reais) teria sido feito em 2006, dentro da própria Câmara de Londrina. O recebimento foi confirmado por Bonilha, em depoimentos que prestou ao Gaeco.

Rodrigo Gouvêa e a funcionária fantasma- 2009

Rodrigo foi preso pelo Gaeco, pelo crime de peculato, acusado de contratar a funcionária Maria Aparecida Vieira, que recebia R$ 2 mil por mês, mas não dava expediente na Câmara. Também foi condenado por exigir “vantagem econômica indevida” para modificar o zoneamento de uma rua de residencial para comercial. Ele ficou 23 meses preso. Em 2012 , o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Emil Tomás Gonçalves, determinou perda do cargo, suspensão dos direitos políticos por três anos, proibição de contratar com o poder público e multa civil de vinte vezes o valor da remuneração atual.

Joel Garcia, a funcionária fantasma e o favorecimento ilícito -2010

O então vereador Joel Garcia foi preso em janeiro de 2010, por tentar interferir na coleta de provas na investigação na qual era acusado de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete. Ele também foi denunciado por tentar favorecer a empresa da família na licitação da merenda escolar e conseguir emprego no Procon para uma estagiária que havia sido cabo eleitoral. Também foi investigado por compra de votos. No ano seguinte, o então vereador ainda foi indiciado por extorsão contra o então prefeito Barbosa Neto.

Operação Antissepsia – 2010

Trata-se de um esquema de corrupção na saúde de Londrina em 2010 – 2011, que condenou 26 pessoas por serviços que deveriam ser prestados para a prefeitura. Os condenados integravam o Instituto Gálatas, contratado para reforçar os serviços de saúde pública atuando na prevenção à AIDS e saúde da família, mas boa parte dos trabalhos não foi cumprida.O esquema fraudava notas fiscais de serviços não executados, desviando o dinheiro repassado pelo município. O instituto foi condenado a devolver 1,2 milhão aos cofres públicos e os réus a pagarem uma multa de 145 mil por danos morais a população de Londrina. Também foi condenado Fidélis Cangussu, procurador Jurídico do município na época, por ser colaborador e também beneficiário do esquema de corrupção.

Desvio do dinheiro da merenda – Nedson Micheletti (2011)

prefeito de Londrina -Nedson Michelleti. Foto-Roberto Corradini-SECS

Em 2012, o ex-prefeito Nedson Luiz Micheletti e o ex-secretário municipal de Gestão Pública Jacks Aparecido Dias estavam entre os nove denunciados pelo Ministério Público de Londrina por ato de improbidade administrativam por esquema fraudulentos para fornecimento de merenda escola. Na época os indícios apontavam para os crimes de formação de cartel, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos. As empresas, encabeçada pela SP Alimentos, faziam parte de um cartel que já atuava em São Paulo e cooptaram os gestores públicos para facilitar a assinatura de contratos de fornecimento de merenda escolar na rede municipal de Londrina.


Cassação de Barbosa Neto – 2012

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Em 30 de julho de 2012, depois de doze horas e meia de sessão,13vereadores votaram a favor da cassação de Barbosa Neto que foi acusado de utilizar recursos públicos para contratar vigilantes para uma rádio de propriedade de sua família. De acordo com o relatório da vereadora Sandra Graça, os seguranças terceirizados trabalhava para a empresa Centronic e eram pagos com dinheiro da prefeitura.

Prisão de José Joaquim Ribeiro (2012)

Ribeiro foi preso em setembro de 2012, pelo Gaeco, em Itajái – SC, para onde fugiu ao suspeitar que seria preso. Ele assumiu ter recebido R$ 150 mil de propina na compra de uniformes escolares quando era vice-prefeito, mas disse que repassou o dinheiro para Barbosa Neto. Barbosa, por sua vez, negou qualquer envolvimento.

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3 comentários em “10 escândalos políticos que envergonharam Londrina

  • 22 de março de 2019 em 15:27
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    E foi pra isso que devastamos a porção de Mata Atlântica que por aqui existia…

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  • 22 de março de 2019 em 23:49
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    Ótima matéria. A história de Londrina, infelizmente não é sempre feliz. Parabéns ao Londrinense por nos lembrar de momentos que fazem parte da história e nos mostrar a realidade da política da nossa cidade!

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  • 21 de setembro de 2020 em 00:10
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    E tudo acabou em pizza e niguem esta preso
    E a vida continua pra mafia e a vida continua dura pros trabalhadores sofredores.

    Resposta

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