Você é uma pessoa ética?

“A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade.” (Friedrich Nietzsche, filósofo alemão)

Você é uma pessoa ética? Tem princípios morais? Afinal, o que é tudo isso? Embora nem sempre tenhamos noção do significado desses conceitos, sabemos muito bem usá-los no dia a dia. A uma pessoa solidária e bondosa, denominemo-las éticas. Por outro lado, a um político corrupto, consideramo-lo antiético. Por que assim o fazemos? Certamente porque internalizamos conceitos transmitidos pela sociedade. O que a filosofia faz refletir desde muito tempo.

Ética vem do grego ethos, que significa caráter, costume, hábito. Hoje é a parte da filosofia que estuda os princípios que norteiam o comportamento humano. Reflete sobre normas, valores de uma sociedade. Já moral vem do latim mos/mores ou moralis, que significa uma maneira de ser, um caráter, um determinado comportamento. É quase o mesmo significado do conceito corresponde grego. Hoje, moral é um conjunto de valores, de normas e de noções do que é certo e errado, proibido ou permitido em determinadas sociedades e culturas. É a prática, digamos assim, do que a ética estuda.

Ao longo do tempo, as noções se transformaram: Sócrates acreditava que era ético quem conhecia o bem e, assim, naturalmente o praticava. Aristóteles, por sua vez, dizia que a ética dependia de um saber prático: de escolhas e decisões, portanto, não dependia apenas da razão, mas da ação. E hoje? Mais falamos do que fazemos ou somos pessoas práticas?

Filósofo moderno, Immanuel Kant acreditava que era possível encontrar um equilíbrio ético julgando nossas ações como tal. Sua máxima “Age de modo a que, pelas tuas máximas, possas ser um legislador de leis universais” pressupõe que nossas ações possam valer e ser boas universalmente. Vamos traduzir para o nosso dia a dia? Isso quer dizer que, em tudo o que fizermos, devemos pensar e refletir se aquilo faria bem ao mundo inteiro. Exemplos: xingar alguém poderia ser uma máxima universal? Roubar? Mentir? Trair? Ou ser solidário, ajudar o próximo? Ser paciente poderia valer pra todo mundo?

E, assim, a filosofia nos norteia, de certa forma, a encontrar um modo de agir. Mesmo que não percebamos, estamos o tempo todo refletindo filosoficamente. E você acredita que tem gente (e governos) que desacredita em tudo isso? Que pessoas antiéticas, não?

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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