Uma educação libertadora para transformar preconceitos e estereótipos

Em pleno século XXI, ainda vivenciamos uma série de crises existenciais e de convivência em sociedade, pelo simples fato das pessoas serem diferentes umas das outras. Magro ou gordinho demais, alto ou baixinho, com ou sem óculos, hetero ou homossexual, pouca ou muita estria e celulite, corpo malhado com tanquinho ou não, peitoral peludo ou pelado são alguns dos estereótipos mais conflituosos no mundo de hoje.

Veja, não há problema algum em gostar de um tipo em detrimento do outro. Entretanto, o que ocorre é que, em geral, não gostar de um jeito acaba implicando em depreciar o que é diferente. E é aí que reside o problema. Por isso, é preciso, cada vez mais, estimular uma prática de aceitação (de outrem e de si mesmo). Esse processo caracteriza-se de forma ativa, pois, consiste em fazer um movimento em direção à mudança. Não de alguma característica corporal ou de personalidade, mas, sobretudo, de respeito a si e ao próximo.

Aceitar o outro significa deixar de lado o egocentrismo que ronda o ser humano e que determina o modo como pensamos que se deve ser e viver. O escritor alemão cujo codinome é Eckhart Tolle (1948-) pensa que “a aceitação do inaceitável é a maior fonte de graças do mundo”. Essa afirmação tem dois vieses. Um deles diz respeito a auto aceitação, aquela que se refere ao nosso próprio corpo ou modo de ser. Por outro lado, entretanto, é inválida quando diz respeito a atrocidades humanas, como guerras, nazismo e outras realidades semelhantes.

Dessa forma, vamos nos ater somente ao que se refere à aceitação de si e do outro. Sabemos que não é do dia para a noite que desconstruímos um padrão idealizado pela sociedade durante décadas ou séculos. Também é certo que não se pode transformar a aceitação em uma imposição, senão caímos no mesmo erro do contrário. É preciso liberar espaço para que esse processo ocorra livremente, de forma sólida, principalmente, por meio de uma educação libertadora que, como diria Paulo Freire, é uma educação conscientizadora no sentido de transformar a realidade. Vamos caminhar juntos para isso?

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Pixabay

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