Tudo mudou na educação, menos um detalhe…

A pandemia do coronavírus trouxe novos paradigmas para a educação. Derrubou alguns, começou a construir novos e fortalecer outros já existentes. Tudo passou a ser diferente. Distanciamo-nos uns dos outros e não estávamos preparados para isso. As coisas precisaram ser reinventadas: metodologias, formas de transmissão de aula e tantos outros detalhes que impactaram de forma direta no processo de ensino e aprendizagem de nossos alunos, mas, também, no modo de trabalho dos nossos professores.

Entretanto, desde que fomos obrigados a repensar toda a nossa estrutura educacional, tenho me questionado muito sobre diversos aspectos. Entre eles, sobre o que é essencial na educação? Afinal, o que não pode mudar? O que é que deve ser preservado de todas as formas? Até porque já sabemos que, de tempos em tempos, mudam os cronogramas, os conteúdos, os planejamentos pedagógicos, etc. E cheguei a uma conclusão: tudo pode mudar, seja a metodologia, a tarefa, a prova, o uniforme, a cadeira, exceto um detalhe. Um detalhe muito importante: a relação entre as pessoas. A relação entre alunos e professores. A interação entre a comunidade escolar e dela com a própria sociedade.

A chave da educação é o relacionamento. Isso é essencial para que ninguém perca sua identidade. E mais: para que o aluno, de fato, desenvolva seu aprendizado. Todo mundo sabe que quando não se tem uma identificação com o professor, o aluno tende a ter prejuízos no processo de aprendizagem. Principalmente, os mais novos. As crianças dependem da intimidade e da confiança que adquirem com suas professoras para poderem desenvolver o raciocínio, para poderem aprender. Será assim até nos cursos superiores.

O protagonismo do professor se revela no quanto ele consegue manter o relacionamento com seus alunos, mesmo em condições adversas como esta que estamos vivendo por causa do coronavírus. Sabemos que é muito melhor e mais fácil o contato pessoal, em sala de aula. Entretanto, enquanto isso tudo não passa, é preciso encontrar alternativas para manter o contato e a motivação dos alunos, seja pelas redes sociais ou pelos aplicativos de mensagens, além das plataformas educacionais. Logo poderemos voltar à sala de aula!

Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Com mais de 15 anos de experiência em sala de aula de diversos colégios públicos e particulares de Londrina e Cambé, é coordenador das startups londrinenses EducaMaker, Educação Criativa e Aagro, além de manter o canal no Youtube Prof. Tiago Ledesma Mariano. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance. Já foi diretor de tecnologia e inovação educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEED) e coordenou a construção do novo catálogo nacional de cursos técnicos do Ministério da Educação (MEC).

Foto: Julia M Cameron no Pexels

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