Qual é o tipo de conhecimento mais verdadeiro do mundo?

Não é possível, em pleno século XXI, acreditar cega ou totalmente em apenas um viés de pensamento. Ou, então, crer que as respostas para os problemas do mundo, alguns desde sempre, se encontram em apenas uma fonte de conhecimento. Afinal, o saber é plural e está construído sobre diferentes bases. Filósofos, cientistas e até religiões já trilharam esses caminhos séculos atrás, o que nos faz pensar que cada qual tem seu valor. Quem não enxerga a pluralidade ao seu lado está, certamente, mergulhado em ignorância.

A filosofia, que surgiu cinco séculos antes de Cristo, buscou respostas para fenômenos antes explicados pela mitologia. Satisfez muitas das curiosidades humanas, ainda que os experimentos fossem limitados e alguns conceitos desmentidos ou corrigidos mais tarde. A religião, cuja expressão máxima do Ocidente é o cristianismo (que dominou o mundo com sua teologia durante a Idade Média), tem lá suas respostas e explicações divinas. Entretanto, até mesmo a espiritualidade leva em conta a força da ciência.

Ainda que tivesse expressões na Idade Antiga, seja na Grécia ou em Roma, a ciência se desenvolveu mesmo a partir do Iluminismo, período histórico seguinte à Idade Média que valoriza a razão e o pensamento, enfim, o conhecimento humano. Um dos primeiros a encarar a filosofia como ciência foi Auguste Comte, fundador do Positivismo. Sua ideia era de que a ciência seria a religião da humanidade, fornecendo respostas para tudo. De acordo com o filósofo Karl Popper, esse cientificismo é a crença dogmática na autoridade do método científico e em seus resultados práticos.

De qualquer forma, sabemos hoje que a realidade científica também é limitada, mesmo com seus impressionantes avanços em poucos séculos. Existem questões cujas respostas só encontramos em outros tipos de conhecimento, tais quais a filosofia e a própria religião. Por isso é sempre importante, antes de acreditar cegamente em qualquer realidade, tomar atitudes científicas e filosóficas: questionar e duvidar.

Tal qual fez Immanuel Kant, com seu criticismo, observando aspectos positivos tanto no empirismo quanto no racionalismo, duas correntes científicas. Se aplicarmos esse método na realidade do mundo perceberemos que cada tipo de conhecimento tem pontos positivos e negativos. Assim, talvez, fosse mais sensato e menos traumático encontrar respostas no mundo. 

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Pixabay

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