Por que tanta dificuldade em aceitar as derrotas?

Qual é a dificuldade do ser humano em aceitar uma derrota? Nem sempre ganhamos. Mas, quando perdemos, temos a tendência de ficar tristes – o que é normal – e, em alguns casos, renegar a perda. E aí é que mora o problema. Porque, afinal, todo mundo passa por inúmeras derrotas ao longo da vida. Seja na vida profissional ou no âmbito pessoal, inevitavelmente vamos atravessar períodos de dificuldades. Então, volto à pergunta: por que tantos obstáculos em reconhecer uma perda ou uma derrota?

O foco está no local errado. O que importa, de fato, não são as derrotas. Ao contrário, são as nossas ações e reações diante delas. Militar, líder político venezuelano e referência na luta pela descolonização da América, Símon Bolívar diz que “a arte de vencer se aprende na derrota”. Em sintonia com esse pensamento está a estilista francesa Coco Chanel, para quem “a força se consegue com fracassos e não com sucessos”. Esta é a diferença entre quem enxerga a derrota como uma perda ou quem a vê como um impulso para a vitória.

De fato, aprender com as derrotas é o primeiro passo para a caminhada das vitórias. Pois, assim, é possível ver e rever os erros. Ou compreender os fatores externos que contribuíram para a perda. Mais que isso, é preciso ter humildade – e até amor próprio – para reconhecer que temos limites e que nem sempre conseguimos – nem devemos – superá-los. Vou além: que tal se buscarmos encontrar e entender quais os propósitos de cada derrota? Porque, às vezes, perder aqui nos mostra o caminho para ganhar ali.

Entender, compreender e aceitar que tudo isso faz parte da vida é sinal de maturidade. Quer um exemplo, que, inclusive, motivou-me essa reflexão e me fez pensar durante alguns dias? O infantilismo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que perdeu a reeleição para o concorrente e está esperneando, ameaçando contestar o resultado na Justiça (coincidentemente o dos estados onde perdeu). É muita falta de maturidade, não? Que a gente aprenda com nossas derrotas. E com o mau exemplo dos outros!

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Andrew Neel no Pexels

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