Perguntas e questionamentos na escola constroem cidadãos críticos

São as perguntas que movem o mundo, não as respostas. Esse slogan, utilizado pela propaganda de um canal de TV fechada, traz consigo muita verdade! Os questionamentos nos motivam, nos fazem pensar e refletir. Mais que isso, nos impulsionam a buscar respostas, que muitas vezes jamais encontraremos. Entretanto, sobretudo, nos levam a percorrer um caminho que é cheio de descobertas. Não fossem as perguntas, não estaríamos onde estamos, como humanidade.

Perguntar e questionar nunca foi tão importante. Mesmo num mundo cada vez mais digital e virtual em que vivemos. Aliás, as perguntas fazem parte do importante universo do ecossistema de aprendizado: professores e educadores precisam desenvolver aulas, metodologias e didáticas abertas e preparadas para que os alunos e educandos perguntem e questionem. Já passamos do tempo em que o conhecimento transmitido pelo professor era único e absoluto. Também não estamos mais na época em que os educadores eram obrigados a saber tudo.

Permitir aos estudantes que deixem fluir suas dúvidas não apenas os estimula a participar das aulas e absorver os conteúdos, mas também permite que ambos os lados do processo educacional cresçam e se desenvolvam! Professores que não sabem todas as respostas também se interessam mais pelo aprendizado que ensinam. E estão abertos a aprenderem com os alunos, verdadeiros protagonistas educacionais. Esse ambiente é propício a alunos capazes de pensar e criar soluções para os problemas que a sociedade enfrenta. Assim, estamos desenvolvendo pessoas críticas.

A interação entre professores e alunos, de todas as formas, principalmente pelas perguntas e questionamentos, promove e estimula uma cultura de inovação e de pesquisa dentro da sala de aula, desde o ensino fundamental ao médio. Algo que décadas atrás era impensável, restrito ao ambiente universitário. Que cidadãos queremos construir? Essa pergunta, inclusive, é um fator importante para nos ajudar a moldar que tipo de educação queremos. Pergunte e questione sempre, mesmo que ninguém tenha as respostas!

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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