O mundo está virado do avesso!

Quanto mais o mundo caminha, mais a gente percebe que ele roda e gira a ponto de inverter certos valores e crenças. Sabe-se, obviamente, que muitos desses conceitos são pessoais, particulares e até diferentes entre sociedades e grupos sociais. Entretanto, preza-se por um conjunto deles que permeia a humanidade, orientando a vida e garantindo a harmonia com os demais seres humanos. Basta dar uma olhada rápida nas manchetes dos principais portais de notícias do Brasil e do mundo para ver que o homem jogou tudo no lixo.

O cachorrinho, inocente, levando tapas de uma criança com os pais ou (i)rresponsáveis filmando tudo no aplicativo de vídeos e música, por exemplo, revela que a humanidade não tem limites. E que isso, infelizmente, é apenas a ponta do iceberg de problemas que já contaminaram outras tantas pessoas. As redes sociais, tão necessárias e fundamentais nesses tempos de pandemia, é reflexo de uma realidade paralela vivida por blogueiros, youtubers e digitais influencers. Afinal, que mundo esse pessoal vive? Um mundo lindo e maravilhoso, mas prestes a ruir. A poucos cliques de cair do precipício.

Pudera! Nossos representantes políticos são outro exemplo de que o mundo é de um jeito para alguns e de outro para uma seleta e privilegiada casta. O presidente Jair Bolsonaro vive destilando grosserias, fazendo apologias a crimes e desunindo o país, sem que nada lhe aconteça. Como a seus filhos, que instalam gabinetes do ódio no Palácio do Planalto, distribuem fake news e até atiram com arma na frente de crianças em pleno chá de bebê de um deles. Em que mundo vivemos, mesmo?

Nesses meses de crise, alguns famosos colocaram suas casas à venda. Umas valem R$ 11 milhões (Eduardo Costa), outras R$ 16 milhões (Ronnie Von). Enquanto isso, muitos trabalhadores brasileiros lutam para tentar sobreviver com R$ 600 pagos pelo governo federal como auxílio emergencial. E os que nem direito a esse valor têm? Sobrevivem como? De fato, o mundo contemporâneo está virado do avesso. Há uma inversão de valores, daquelas que precisava mesmo de uma crise de saúde, econômica e moral para dar uma chacoalhada e acordar muita gente para a realidade. Se tem algo bom que podemos levar dessa pandemia toda é, justamente, nos tornamos mais seres humanos.

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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