O homem é bom ou mau?

A pergunta do título deste artigo, que talvez o tenha trazido até esse texto, é, sem dúvida, sem qualquer resposta pronta. Depende de cada um, embora também tenha importância os agentes que agem sobre os indivíduos. Uns dizem que o ser humano é naturalmente bom, enquanto outros pregam sê-lo mau. Quem está com a razão? Respectivamente, Jean Jacques-Rousseau ou Thomas Hobbes?

Os dois são filósofos chamados contratualistas, ou seja, para eles a sociedade surgiu a partir de um contrato social entre os homens, uma espécie de acordo ou pacto. Portanto, os dois pensadores investigam a natureza do ser humano antes da criação da sociedade. Algo, na realidade, impossível de se saber com certeza. Mas, suposições que dizem muito sobre quem o ser humano é em sociedade. Já falamos deles aqui e os repetiremos sempre!

Para Rousseau, o homem é naturalmente bom, vive em harmonia com seus pares no estado de natureza (estágio anterior à sociedade), mas começa a desenvolver a desigualdade a partir do momento que surge a propriedade privada. O que o leva a criar a sociedade, muito embora o convívio social corrompa o ser humano, apesar de ser necessário.

Por outro lado, Thomas Hobbes não acredita na bondade natural do homem. Pelo contrário, para ele o ser humano é mau e egoísta e vive buscando seus próprios interesses, o que leva o estado natural a se transformar num estado de guerra de todos contra todos. Cansado de viver nessa insegurança, os homens, então decidem criar a sociedade, transferindo e trocando a liberdade que têm para o Leviatã (o governante absoluto), que garantirá a segurança e a vida.

Agora, olhando para a sociedade em que vivemos, qual seria a sua resposta? Uns diriam “nossa, como tem gente má nesse mundo!” ao passo que outros falariam “o mundo não está perdido, ainda tem gente boa por aí”. O certo é que não podemos generalizar. Não se pode nivelar por uma ou outra métrica. Tem de tudo nessa vida: pessoas muito boas e pessoas muito más. Ou, então, pessoas que às vezes são boas e às vezes são más. Porque a gente não é bom nem mau o tempo todo!

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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