Edtechs: uma avalanche de startups relacionadas à educação

Um caminho sem volta. A educação está cada vez mais tecnológica, isso nós já sabemos. O que se verifica, na prática, é que a tecnologia está se voltando para o setor educacional de uma forma surpreendente. Dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) mostram que a área é a que conta com o maior número e quantidade de empresas: são mais de 740 startups do ramo da educação, que oferecem produtos e serviços para suprir demandas e deficiências educacionais. Ou, como se diz no linguajar do meio, para solucionar as dores.

Não é a toa que a educação responde pelo maior número de startups brasileiras: todo mundo passa, em algum momento da vida, por instituições educacionais. Seja na básica ou nos ensinos fundamental e médio, até chegar ao nível superior. Ou ainda por meio de cursos de pós-graduação. Os serviços oferecidos por essas empresas são dos mais diversos: correção de redações, aulas virtuais, exercícios e simulados são alguns dos mais básicos. Mas, existem orientações vocacionais, compartilhamento de informações (artigos, por exemplo) e até biblioteca de e-books.

Boa parte dessas startups usam mecanismos gameficados, inteligência artificial e tudo o que uma ferramenta tecnológica tem direito. Existem até jogos ou aplicativos em realidade aumentada que transportam os alunos para os lugares estudados. Por exemplo: para a Grécia, na aula de filosofia, ou para algum museu de arte, na aula de Arte. Não é fantástico? As Edtechs, como são chamadas as startups do ramo educacional, vieram para ficar.

Algumas dessas companhias estão investindo pesado no segmento da educação inclusiva, uma área preterida por outras durante tantos e tantos anos. A ideia, assim como as outras também, é democratizar o acesso à educação, a fim de criar possibilidades, alternativas e estratégias para facilitar o acesso às pessoas com algum tipo de deficiência ou transtorno. Isso está revolucionando a educação dessas pessoas. Consequentemente, as instituições de ensino tradicionais pouco a pouco se verão obrigadas a adotar práticas tecnológicas. Senão, serão engolidas por essa avalanche de startup que está surgindo no país.

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

Foto: Pixabay

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