Ecossistema de aprendizado: o senso de comunidade potencializa a educação

O ecossistema de aprendizado, assunto trabalhado a partir da coluna da semana passada, é uma realidade inevitável e sempre mais natural entre nosso processo de educação. Muitos aspectos são importantes e interferem nessa escalada, mas vamos destacar alguns, de modo particular um por texto (semanal), para podermos esmiuçar suas potencialidades e, com isso, perceber que muito do que dissermos já acontece na prática em escolas Brasil afora.

Nesse processo, diferentes aspectos influem na construção do aprendizado, tais quais a cultura e vivência de cada um, a própria comunidade e, claro, a tecnologia. No texto de hoje, queremos destacar o senso de comunidade, que vai além das fronteiras geográficas da escola, do bairro ou da cidade. Ao contrário, o que é importante nesses casos diz respeito às necessidades comunitárias, conhecidas e percebidas pela realidade digital.

As nossas crianças e adolescentes estão conectadas à tecnologia o tempo todo. Essa geração on-line não apenas consome conteúdo via internet, mas, sobretudo, se manifesta pela rede mundial de computadores. O que faz muitos professores e educadores conhecerem as necessidades, os interesses, os pontos fortes e os vulneráveis dos estudantes. Assim, é mais fácil que os mestres, que outrora ocupavam o pedestal dos tablados, agora estejam ao lado dos alunos no processo educacional.

É o que chamamos de metodologia horizontal, na qual os professores deixaram de ser os guardiões do conhecimento e detentores do saber para serem mediadores do conteúdo e, com isso, também potenciais “alunos”. Afinal, o protagonismo estudantil possibilita que quem ensina também aprenda, principalmente novos recursos e tecnologias digitais, muito mais acessíveis às gerações mais novas. Então, novas habilidades surgem e potencializam a educação.

Com isso, fica cada vez mais natural o uso de recursos tecnológicos em sala de aula, incluindo o celular. Em muitos lugares, como no Paraná, existem leis proibindo a utilização do aparelho telefônico em sala de aula para fins não pedagógicos, numa tentativa de evitar que os estudantes e distraiam. Isso não é algo aplicado em grande parte das escolas. Entretanto, se o professor chama para si a responsabilidade de mediar o conteúdo digital, pode ganhar aliados na educação: os próprios estudantes.

É isso que chamamos de senso de comunidade: entender e compreender as necessidades educacionais e propor soluções e alternativas para potencializar todo esse processo, levando em conta os interesses dos estudantes. Estimular um ambiente saudável em sala de aula, assim como o uso da internet, os professores só têm a ganhar!

Foto: Visual Hunt

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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