De que forma a filosofia nos ajuda a mudar o mundo?

Não é exagero dizer que o tempo todo nossa sociedade está em transformação e constantemente precisa ser mudada. Para melhor, sempre. Embora muitas dessas mudanças sejam tão novidades que poucos sabem que rumos vão tomar. E, infelizmente, alguns deles nem sempre são tão bons quanto pareciam. De todo jeito, a questão que quero debater nesta coluna de hoje é: a filosofia pode mudar a sociedade? Ou então: de que forma a filosofia pode ajudar a transformar a realidade em que vivemos?

Questões complexas e controversas. Porque de tempos em tempos reaparecem. Sobretudo quando ascendem ao poder de uma sociedade – seja à frente de um governo ou de uma religião – pessoas que tentam suprimi-la ou minimiza-la. Percebe-se, entretanto, que se tem grandes feitos ao longo da História quando a filosofia, que surgiu na Grécia Antiga, foi permitida com liberdade. Vide o próprio desenvolvimento da democracia grega ou até mesmo a chamada revolução científica no início da Idade Moderna.

Por outro lado, quando governos e sociedade deixam de lado o pensamento filosófico, vê-se surgir autoritarismos dos mais variados, desde monarquias absolutistas a ditaduras de qualquer natureza. Desse modo, é impossível dissociar a transformação positiva de uma sociedade da própria filosofia. Entretanto, não podemos atribuir a mudança tão somente ao pensamento filosófico. Pois ele depende de pessoas. De vontade (política). De liberdade. Então, sim, a filosofia é o fundamento de qualquer mudança para melhor.

Isso porque é a filosofia que nos estimula a questionar o mundo, a refletir sobre as coisas, a duvidar do que está posto. É a filosofia que nos ensina que as coisas são relativas e que devem ser levados em conta diferentes pensamentos. É culpa também da filosofia que a gente aprenda a respeitar a diversidade e a considerar o que é diverso. Enfim, a filosofia nos abre a cabeça para entender e compreender como funciona o mundo a fim de poder contribuir para sua boa transformação!

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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