Conteúdo digital na escola é necessidade das novas gerações


Os adolescentes de hoje, que nasceram depois dos anos 2000 e pertencem à chamada Geração Z, não têm nenhuma dificuldade de acesso ao universo digital. Pelo contrário, já nasceram teclando nos computadores e se distraindo com os celulares dos pais. Imagine então as crianças que nasceram há cerca de quatro anos, dentro de uma categoria que ainda é incerta, conhecida como Geração Touch ou Cristal? Pois bem. A escola como instituição de ensino onde nós passamos boa parte da nossa infância e adolescência, no entanto, parece não ter acompanhado esses avanços.

Sabe por que? Pois boa parte dos professores em sala de aula ainda pertence à Geração X, aquela que está um pouco distante da revolução digital. Dessa forma, realmente fica difícil produzir conteúdo que prenda a atenção da moçada. Aliás, oferecer um conteúdo digital/virtual que seja motivador, instigante e que cative nossos alunos e estudantes é quesito fundamental para construirmos o ecossistema de aprendizado. Não dá mais para utilizar livros e apostilas de décadas atrás como forma de estimular o conhecimento.

Afinal, hoje as crianças não utilizam mais as famosas enciclopédias. Pelo contrário, digitam tudo no celular e pesquisam o que lhes é interessante. O conhecimento mudou de plataforma e a escola precisa acompanhar essa mudança. Que tal se nossas instituições tivessem um departamento específico para produzir conteúdo virtual interessante? Enquanto nossos professores, experientes e sábios pelos tantos anos de tablado, permanecem transmitindo conteúdo em sala de aula, teríamos uma equipe de jovens programadores desenvolvendo games, jogos interativos e animações como conteúdo complementar.

Já pensou aplicar a inteligência artificial ou adaptativa nos exercícios, simulados e provas na escola? Obviamente a mediação do professor continua sendo necessária, principalmente para orientar a pesquisa em portais de referência, credibilidade e confiabilidade. Dessa forma, os alunos poderão desenvolver novas e diferentes experiências pedagógicas por meio de atividades interdisciplinares e multiplataformas. O encontro entre as gerações, normalmente conflituoso, tem tudo para ser produtivo!

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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