“Como será o amanhã? Me diga quem puder…”

Voltar às aulas nunca foi tão desejado por alunos, pais e professores. E, ao mesmo tempo, nunca foi tão desafiador. Retomar o calendário presencial das escolas ainda está incerto e indefinido, embora governos tenham anunciado o retorno, enquanto outros no mundo já voltaram atrás da volta às aulas. Como será, afinal, quando tudo “voltar ao normal”? Ou melhor, quando precisarmos conviver com o “novo normal”?

Certamente será preciso repensar os espaços das escolas. Agora, então, os alunos precisarão manter o distanciamento social e não poderão mais sentar pertinho uns dos outros. Da mesma forma nos intervalos: como evitar que a criançada e os adolescentes não tenha mais contato físico? Desafios e tanto! O ambiente escolar terá de conviver com álcool em gel espalhado pela escola toda, da mesma forma que outros equipamentos de proteção individual: máscaras poderão ser itens obrigatórios no material.

Além de todos os protocolos de segurança – será que vamos ter de medir a febre dos alunos antes deles entrarem nas escolas? –, será necessário redefinir prioridades pedagógicas. Até porque alguns dos conteúdos ensinados poderão ser aplicados via internet. Nem tudo precisará ser discutido em sala de aula física. É aí que entram as plataformas educacionais virtuais, com aplicativos que permitem a interação entre corpo docente e discente.

Por isso, cada escola terá de repensar, inclusive, seu orçamento: se for necessário implantar mais turmas para que elas fiquem com um número reduzido de alunos, quantos professores precisarão contratar? O que isso implica no financeiro da instituição? Além disso, se for o caso de investir em infraestrutura tecnológica para as aulas on-line, também haverá custos.

De toda forma, não sabemos como será o amanhã. Talvez, sentiremos saudades do ontem. Ao menos até termos uma vacina segura, comprovada e eficaz que seja possível aplicar nos estudantes e garantir sua saúde. Por enquanto, essa volta será nebulosa. Quando e como são perguntas ainda sem respostas. Aqui cabe cantarolar a música O Amanhã, assinada por Baeta Neves, eternizada na voz de grandes músicos como Simone: “Como será o amanhã? Me diga quem puder”.

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

Foto: Pixabay

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