Começa o AgroBIT Brasil Evolution

Evento reúne produtores, profissionais e líderes do agronegócio nacional

O LONDRINENSE com assessoria

A solenidade de abertura do AgroBIT Brasil Evolution, 3ª edição do maior evento nacional de inovação e tecnologia para o agronegócio, será nesta terça-feira, 10 de novembro, às 9h. Durante dois dias – terça (10) e quarta (11) –  em formato 100% virtual,  o evento reunirá produtores, profissionais e líderes do agronegócio nacional e internacional com palestras, discussões, demonstrações, feira virtual, networking, inovação, sustentabilidade e tecnologia integrando os elos da cadeia agro. O evento pode ser acompanhado no site.

Entre as palestras que seguem a abertura estão:

“Inteligência Artificial e Sensoriamento Remoto na Agricultura Digital” (10h-10h30) e  “Como alcançar a alta produtividade no campo” (10h30-11h20), ambas na sala Arena AgroFuturo.

O diretor de Tecnologia Business 4.0 para Manufatura na América Latina, da empresa TATA Consultancy Services, Keiichi Harasaki explana o tema, “Inteligência Artificial e Sensoriamento Remoto na Agricultura Digital”apresentando a experiência da empresa na área e resultados.

Segundo Harasaki, as Iniciativas em Agricultura Digital da TCS estão implementadas em mais de um milhão de propriedades rurais nos últimos 10 anos, tem reduzido em até 10% a utilização de agroquímicos e em até 15% o consumo de água para irrigação, apresentando um forte viés de sustentabilidade.

“Esse resultado vem da facilidade de acesso do pequeno produtor à consultoria agronômica através da plataforma tecnológica Digital Farming Initiatives (DFI), que permite interagir com agrônomos através de aplicativo ou pelo reconhecimento automático de pragas e doenças em fotos através de inteligência artificial, ou simplesmente através de consultas às bases de melhores práticas”, explica.

As iniciativas da TCS englobam Agricultura de Precisão com utilização de sensores, drones e se estendem pela pesca e pecuária, além de soluções que incluem DigiFleet para a Central de Comando e Controle da Operação Logística, com o rastreamento da carga das fazendas até os silos e dos silos até o ponto de exportação e com o acompanhamento das operações portuárias na solução DynaPort.

A Inteligência Artificial, aliada ao uso de satélites, permite que grandes extensões de terra, de dezenas a milhares de hectares, sejam rapidamente analisadas para se identificar  áreas sob estresse hídrico, níveis de nutrientes no solo, estimar a produtividade futura da safra, bem como realizar previsões de chegada de pragas e doenças, municiando o produtor para a rápida tomada de decisões e efetuar as devidas correções.

O diretor da TCS diz, que esta abordagem consegue atingir precisão de até 90% e é atrativa para o cenário do agronegócio brasileiro, pois pode ser adotada quase sem depender da infraestrutura de comunicação e pode cobrir um país de dimensões continentais, com propriedades individuais, comparáveis a países de pequeno porte.

Keiichi Harasaki aborda ainda, que as tradings agrícolas e as cooperativas também se beneficiam da solução na medida em que conseguem ter projeção, de até um ano, da produção das várias safras de todas as propriedades envolvidas. Isto resulta em previsão de venda, projeção de  capacidade de silo, de terminais portuários, malha logística, otimização de custo, enfim monitorando da colheita ao escoamento da produção, ou seja “do campo à mesa”.

Projeções para o Brasil

No Brasil, a TCS está adaptando as soluções para atender às necessidades locais, e pretende priorizar cooperativas (que beneficiarão aos pequenos produtores), tradings agrícolas e grandes produtores. “Temos conseguido discussões bastante promissoras. O foco é oferecer monitoramento da safra utilizando sensoriamento remoto via satélite, com uso da inteligência artificial; ofertar visibilidade do campo à mesa do consumidor (Farm to Fork) e capacidade analítica, consultoria agronômica ao produtor”, esclarece Keiichi Harasaki.

Produtividade no Campo

Outra palestra da abertura será  “Como alcançar a alta produtividade no campo”, assunto abordado pelo engenheiro – agrônomo e pesquisador da Embrapa Soja há 20 anos, doutor pela USP de Piracicaba, Julio Franchini e pelo produtor rural, Laércio Dalla Vechia, de Mangueirinha, sudoeste do Paraná, vencedor do Desafio Nacional de Máxima Produtividade, do Comitê estratégico Soja Brasil (CESB).

Laércio Vecchia, que atingiu a marca de 118,8 sc/ha, falará sobre a sua experiência na propriedade, dentro de um sistema biológico de lavoura, com a diversificação de culturas no sistema de produção, que segundo Julio Franchini é fator importantíssimo porque aumenta a produção de palhada, a produção de raízes, melhora a estrutura do solo, a biologia do solo, fatores importantes para a produtividade, além da questão do monitoramento da cultura, principalmente no que se refere a pragas e doenças.

“Hoje temos diversas ferramentas na Agricultura Digital que permitem monitorar a variabilidade da produção dentro das áreas agrícolas. São informações que permitem identificar esta diversidade e assim entendamos que os ambientes de produção não são homogêneos e tomemos decisões mais assertivas. Com estas ferramentas temos hoje possibilidade de desenvolver pesquisas dentro das fazendas com coletas de dados na situação real do produtor”, explica Franchini.

O agrônomo vai apresentar o trabalho da Embrapa no  Paraná com parceiros e o uso destas ferramentas no aumento da produtividade e no melhor uso de insumos.

Promoção e Realização: F&B Eventos, Sociedade Rural do Paraná, Sebrae Paraná e Agro Valley. 

Foto: Print do site

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