Capitalismo: um sistema em colapso

Estamos no furacão da pandemia do coronavírus. Fomos atingidos em cheio, esteja você em qualquer parte do mundo que está. Imagine a cena: você está no mar e, de repente, vem aquela onda que lhe faz mergulhar, engolir água e sair atordoado, sem saber muito bem o que aconteceu e para onde você deve ir. É assim que nos sentimos. Mas, independentemente disso ou daquilo, o que podemos perceber é que o capitalismo é um sistema em colapso.

Vamos filosofar! Basicamente, o capitalismo é um sistema econômico, político e social fundamentado na propriedade privada dos meios de produção, com liberdade econômica à iniciativa privada cujo objetivo é o lucro. Foi gestado ao longo de mais de 200 anos após o fim da Idade Média e permitiu, inclusive, o surgimento da Sociologia (ciência que estuda a sociedade) como ciência porque trouxe consigo uma nova realidade e diversos problemas e conflitos, que precisaram ser estudados, entendidos e compreendidos cientificamente.

Aliás, que as desigualdades de todos os gêneros fazem parte do capitalismo, todo mundo sabe. O que estamos aprendendo, cada vez mais, é que a liberdade da iniciativa privada nunca foi tão dependente do Estado, justamente a instituição social detestada pelos adeptos da economia de livre mercado. Explico: quando as empresas estão necessitando, quem é que socorre? O Estado, e não a Mão Invisível do Mercado! É o governo, que representa o poder do Estado, quem oferece ajuda econômica aos grandes bancos, às empresas (macro ou micro), etc.

Não importa se você concorda mais com um ou com outro pensador/teórico do capitalismo, estamos vendo esse sistema entrar em colapso a cada crise pela qual ele passa. Seja crítico, como Karl Marx, ou defensor, como Adam Smith, ambos jamais imaginariam que um vírus paralisaria mais de um terço da economia global, a maior parte dela capitalista. E nem sonhariam que, seja o capitalismo ou o comunismo (chinês, por exemplo), ambos sistemas estariam no mesmo barco em crise.

Por qual crise mais precisaremos passar para entender que a busca exagerada pelo lucro é infundada e que, na hora da crise, esquecem-se todos os conceitos teóricos, abstratos, concretos e práticos, pois o que vale mesmo é um velho ditado: “salve-se quem puder!”

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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