A vida vale a pena?

Já dizia o poeta Fernando Pessoa que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Mas, será que vale mesmo? Aliás, se sim, quanto vale? As reflexões desta coluna hoje vão passear sobre questionamentos dos mais profundos. E, talvez, dos mais incertos. A vida vale a pena?

Certamente, todo ser humano atravessa barreiras e obstáculos ao longo da jornada que chamamos de vida. Alguns, não tão fáceis de serem transpostos. Outros, ainda mais complicados, a ponto de muitos pensarem – e o fazerem – interromper a caminhada por crerem não dar conta de chegar do outro lado do problema.

No equilíbrio desta vida, atravessamos momentos bons e ruins. E a sabedoria reside no fato de colocarmos tudo pelo qual passamos numa balança, a fim de observarmos se o peso pende mais para os momentos ruins ou para os momentos bons.

Embora haja fases em que o lado mais pesado é o da bagagem negativa, é preciso perceber que as alegrias e felicidades vividas durante vida superam, nem sempre em quantidade, mas, sobretudo, em ganhos e retornos psicoemocionais e afetivos.

Existem muitos momentos em que nos paramos para questionar Deus ou qualquer entidade superior sobre a validade da vida que estamos vivendo. São esses que devem nos impulsionar a transformar o modo como encaramos a nossa história.

Mais que isso: precisam nos levar a viver uma vida diferente. A repensar nossas atitudes, companhias, amizades, trabalho e tudo o que diz respeito a nós mesmos. Entretanto, é sempre bom lembrarmo-nos daqueles instantes felizes. Aqueles que congelamos em nossa memória e relembramos vez ou outra.

Porque quando estamos tristes, depressivos ou sem saída diante de um problema, dificilmente nos lembramos do tanto de vezes em que fomos felizes ou do tanto de vezes em que a vida vale a pena. Ao contrário, é justamente na dor que devemos ser gratos.

Por isso, o questionamento deve ser outro. Em vez de nos perguntarmos se a vida vale a pena (porque a resposta é simples, embora nem sempre óbvia), precisamos fazer a pergunta certa: que vida vale a pena ser vivida? Aí sim, diante das reflexões, teremos condições de dar uma resposta correta: a mudança de vida!

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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