A conectividade das escolas precisa melhorar!

Do mesmo jeito que a internet se transforma numa velocidade rápida, agora também a educação precisará fazer o mesmo. É que, por causa da pandemia do coronavírus, percebemos que uma e outra devem andar juntas. Talvez até soubéssemos disso antes dessa reviravolta educacional. Entretanto, não colocávamos em prática a utilização de mecanismos e ferramentas virtuais. Isso será imprescindível e fundamental, principalmente porque, embora voltarão as aulas e atividades presenciais, continuaremos a ter um ensino híbrido, que mescle elementos pela internet.

Mas, para isso, a revolução precisará ser ainda maior. Apenas 16% dos professores brasileiros que dão aulas em escolas públicas consideram que as instituições têm internet com velocidade e alcance adequado para realizar as atividades. Os dados são do Data Folha a pedido da Fundação Lemann. No contingente total, o país tem cerca de 2,5 milhões, conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Portanto, mesmo que a gente separe os que atuam na rede pública dos que ministram aula na rede particular, ainda assim é pouco o número de docentes que encontram condições de internet boas para trabalhar.

Será preciso urgentemente melhorar a conectividade das escolas a fim de assegurar uma educação de qualidade e no mesmo nível para todos os estudantes brasileiros. Afinal, o uso da internet na educação veio para ficar. E isso também mostra como o Brasil é desigual: no sul 14% dos professores reclamam da conexão nas escolas enquanto no Nordeste o número de escolas sem internet atinge 35%. Se, por um lado, no Brasil a média de velocidade das redes é de 11 megas, nos Estados Unidos, por exemplo, chega a 100. Diferente, não?

Enquanto governos e iniciativa privada não decidem colocar a mão nos bolsos para investir na conectividade escolar, vamos dependendo da criatividade de professores esforçados, dedicados e comprometidos com o processo de ensino e aprendizagem. Seria muito mais fácil se houvesse apoio governamental e das empresas. Mas, isso logo vai mudar.

Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Com mais de 15 anos de experiência em sala de aula de diversos colégios públicos e particulares de Londrina e Cambé, é coordenador das startups londrinenses EducaMaker, Educação Criativa e Aagro, além de manter o canal no Youtube Prof. Tiago Ledesma Mariano. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance. Já foi diretor de tecnologia e inovação educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEED) e coordenou a construção do novo catálogo nacional de cursos técnicos do Ministério da Educação (MEC).

Foto: Andrea Piacquadio no Pexels

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